Acordei, nesse sábado, com a informação de que monsieur Mário fora assaltado em Luanda. Os angolanos estão cada vez mais abrasileirados. Com a forte influência da TV brasileira no país, o povo de Angola tem se descaracterizado brutalmente. Eles imitam tudo o que fazemos. Inclusive, o lado podre. Seqüestro-relâmpago é coisa importada, de acordo com fontes que viveram lá.
O monsieur Mário voltava de uma reunião, acompanhado do dono da AGL-Congo - monsieur Alberto Gueiros -, quando seu veículo fora interceptado por outro, que atravessara-se no caminho. Três voleurs levaram tudo. O automóvel, dinheiro, notebooks, relógios e os passaportes dos messieurs Mário e Alberto. Uma ação vista com freqüência nos folhetins brasileiros. Isso complica todo o lançamento do Congo Chance, pois eles só poderão retornar à República Democrática do Congo, quando receberem novos passaportes. E isso leva tempo, já que eles não estão no seu país de origem e, ainda mais, sem nenhum documento. É uma antiga discussão que travei durante todo o curso de jornalismo. A veiculação na imprensa da barbárie do dia-a-dia brasileiro só fomenta o crime. Os efeitos disso são catastróficos. Não que a mídia vá ocultar fatos, mas o sensacionalismo dos programas que lucram com a desgraça alheia, sob o discurso da cidadania, só promove mais caos social. É aquela máxima da "violência resolvida com violência só gera mais violência". E informação dramatizada (vide Cardinot). Ainda não vi por aqui programas policiais no nível dos brasileiros. Vive-se sob um regime semi-ditatorial e o Estado censura, quando acha que deve fazer. Não sou a favor da censura, mas de um maior rigor no que concerne à exibição de cenas de violência, de sexo, e por aí vai. Se os senhores e senhoras quiserem desenvolver seu pensamento, leiam. A dependência da TV na nossa sociedade é muito grande. Um bom livro ou um blog bem escrito (como esse aqui – modesto o garoto, hein?!) incentiva o pensamento e liberta-o simultaneamente. A tal liberdade de expressão, que tanto pregam meus colegas de profissão aí no Brasil, deveria ser revista com bastante atenção. Complicado isso de poder dizer o que quero. As pessoas nem sempre estão preparadas para ouvir qualquer coisa. O tal do discernimento. O desserviço que esses programas policiais, novelas, têm provocado é maléfico não só para o nosso país, mas também para aqueles de identidades frágeis, onde nossa TV (considerada "uma das melhores do mundo") tem chegado.
O monsieur Mário voltava de uma reunião, acompanhado do dono da AGL-Congo - monsieur Alberto Gueiros -, quando seu veículo fora interceptado por outro, que atravessara-se no caminho. Três voleurs levaram tudo. O automóvel, dinheiro, notebooks, relógios e os passaportes dos messieurs Mário e Alberto. Uma ação vista com freqüência nos folhetins brasileiros. Isso complica todo o lançamento do Congo Chance, pois eles só poderão retornar à República Democrática do Congo, quando receberem novos passaportes. E isso leva tempo, já que eles não estão no seu país de origem e, ainda mais, sem nenhum documento. É uma antiga discussão que travei durante todo o curso de jornalismo. A veiculação na imprensa da barbárie do dia-a-dia brasileiro só fomenta o crime. Os efeitos disso são catastróficos. Não que a mídia vá ocultar fatos, mas o sensacionalismo dos programas que lucram com a desgraça alheia, sob o discurso da cidadania, só promove mais caos social. É aquela máxima da "violência resolvida com violência só gera mais violência". E informação dramatizada (vide Cardinot). Ainda não vi por aqui programas policiais no nível dos brasileiros. Vive-se sob um regime semi-ditatorial e o Estado censura, quando acha que deve fazer. Não sou a favor da censura, mas de um maior rigor no que concerne à exibição de cenas de violência, de sexo, e por aí vai. Se os senhores e senhoras quiserem desenvolver seu pensamento, leiam. A dependência da TV na nossa sociedade é muito grande. Um bom livro ou um blog bem escrito (como esse aqui – modesto o garoto, hein?!) incentiva o pensamento e liberta-o simultaneamente. A tal liberdade de expressão, que tanto pregam meus colegas de profissão aí no Brasil, deveria ser revista com bastante atenção. Complicado isso de poder dizer o que quero. As pessoas nem sempre estão preparadas para ouvir qualquer coisa. O tal do discernimento. O desserviço que esses programas policiais, novelas, têm provocado é maléfico não só para o nosso país, mas também para aqueles de identidades frágeis, onde nossa TV (considerada "uma das melhores do mundo") tem chegado. 
3 comentários:
Brasil ruim, Recife cada dia pior :(
Meu pai e meu irmão foram assaltados num intervalo de 1 semana, ambos a mão armada...
Quanto a mim, cadeiras do mestrado acabando... :D PAssei uns dias sem ler teu blog mas já estou de volta, firme e forte!
Bjo e se cuida por ai! :***
Oi, George,
Tenho lido o seu blog com freqüência e, de fato, uma notícia desta é decepcionante. Porém, mais decepcionante ainda será se você deixar para postar só as mensagens que você acha que são importantes. Seu relato é uma diversão, sério! Estou encantada com o seu estilo de escrever. Ah, vi o teaser, não entendi nada, mas achei que visualmente ficou muito bom. Me inclua no seu rol de leitores. hahahaa. Bjos, Paulinha Lourenço
Eu já tinha te dito, George, que escreves muito bem!
Diversão garantida. Muito expontâneo e original...
Também venho eforçar a idéia de que vc não deve escrever as coisas "importantes" apenas :D
Tô doida que tu atualize já!
:* Bjos
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